Avaliar seu desenvolvimento é fundamental para seguir crescendo

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Nunca se falou tanto na importância de se investir no planejamento da própria carreira, responsabilizando-se por sua condução e evolução. No entanto, é preciso ir além das ações de definir objetivos e se organizar para desenvolver habilidades e competências que permitam atingir as metas propostas. “O ideal é, ao longo da trajetória profissional, avaliar as conquistas e os desafios apresentados, assim como rever o percurso e verificar se os planos continuam fazendo sentido. Afinal de contas, à medida que o tempo passa e as pessoas evoluem, seus planos também podem mudar e imprevistos acontecem. Daí a importância de se dar um tempo sempre, para parar e refletir sobre a caminhada. Além, é claro, de continuamente reconhecer suas vitórias e se parabenizar por elas”, afirma Cynara Bastos, psicóloga com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e supervisora do Ibmec Carreiras.
Uma autoavaliação honesta e criteriosa é indispensável para impulsionar o desenvolvimento profissional e pessoal e, caso necessário, permitir replanejar a rota. Na prática, como fazê-la? Siga as três dicas básicas a seguir.

1.Mantenha uma periodicidade
Alguns especialistas em gestão de carreira costumam sugerir o Midway Review, processo de avaliação que costuma ser feito na metade e no final do ano. O prazo de seis meses, segundo os adeptos, é o ideal para fazer um balanço sobre o cumprimento ou não de metas, analisar o que ainda é preciso fazer e refletir sobre os fatores que desviaram a pessoa de alcançá-los. Porém, também é possível fazer essa autoavaliação a cada três meses ou conforme a necessidade – diante de uma mudança iminente na carreira ou de algum novo propósito, por exemplo.

2.Faça as perguntas certas
Toda autoavaliação depende de questionamentos. Em relação à sua carreira, a psicóloga organizacional Edwiges Parra recomenda responder:
Quais são as minhas habilidades? Eu sei reconhecê-las?
Meu comportamento está de acordo com os meus valores e valores do meu trabalho, da cultura da empresa e da minha profissão?
Como posso usar as minhas habilidades, seja na empresa ou na vida pessoal?
No que sou bom? Onde tenho dificuldades? O que preciso melhorar?
Com o que consigo ou não lidar?
Se resolvesse minhas vulnerabilidades, poderia atuar em outras posições?
Eu gosto e me dou bem com mudanças? Me adapto com facilidade?
Sou uma pessoa responsável com as minhas atividades? O que faço para demonstrar isso?
Onde quero estar daqui a um ano? E daqui a cinco?
Qual é o propósito da minha vida?

3.Acolha os feedbacks
Tire proveito deles para crescer na carreira. O feedback é um medidor do que as pessoas percebem sobre você, uma espécie de “termômetro” que mostra se está espelhando exatamente aquilo que gostaria de forma adequada e funcional. É alguém de fora que pode lhe mostrar o que já foi bem realizado e o que precisa de aprimoramento.

Como incorporar as descobertas da autoavaliação na carreira?

Existem dois resultados possíveis e ambos exigem atenção e um plano de ação. Vamos lá!

Você vem agindo de acordo com o seu propósito: isso demonstra que está no caminho certo, mas é preciso ter em mente que investir no desenvolvimento é um processo contínuo. “Entenda que, além de motivação e foco, você precisa de ritmo, disciplina, constância e organização para seguir na conquista dos objetivos”, diz Edwiges Parra. Busque atributos, competências e atitudes que tenham a ver com o seu propósito e exercite a flexibilidade na sua rotina, pois o mundo – e isso vale para o ambiente corporativo – exige cada vez mais capacidade e rapidez de adaptação às mais diferentes situações.

Você percebeu que o caminho rumo ao propósito exige mais dedicação: esse é o momento em que precisa parar, analisar, avaliar e enxergar não só o que não conseguiu fazer, mas sobretudo os motivos que impediram suas realizações. Lembre-se: essa autoanálise não pode ser julgadora, nem desmotivadora. “O vitimismo impede muitas pessoas de atingir seus objetivos. Não há caminho fácil e todas as escolhas trarão resultados diversos; alguns esperados, outros não. O importante é não se vitimizar, e sim se munir de autoconfiança, comprometimento e protagonismo. Autoconfiança, para se reconhecer como alguém capaz de atingir seus objetivos. Comprometimento, para garantir que fará aquilo que é necessário para alcançar as metas. E o protagonismo implica assumir a responsabilidade pela sua vida e seus resultados”, ressalta Cynara Bastos.
Não há nada de errado em perceber que você não conseguiu realizar algo porque não se sentiu pronto ou porque uma vulnerabilidade aconteceu. Use essas descobertas com impulso. De que forma consigo gerar uma solução a partir desse problema? Se não consigo solucionar o problema sozinho, quem eu posso acionar para me auxiliar? Se não deu certo, o que não deu certo? Como posso melhorar das próximas vezes? Essas são algumas das perguntas que ajudam a mudar os pensamentos e a evoluir com as adversidades.

Estudar: sempre!
Seja qual for o ponto da carreira em que você se encontra, é importante destacar que investir em aprendizado é algo para a vida toda e faz toda a diferença não só na aquisição de habilidades e competências profissionais, mas para o seu desenvolvimento pessoal. Conte com os cursos das nossas plataformas LIT e EAD Seguros para realizar seus planos!